Composição
VERSO 1
No topo da escada, mochila nas costas Meus passos afundam no chão frio Porta batendo atrás, eco de um mundo antigo No bolso, só chaves e um papel rasgado
PRÉ-REFRÃO
Pensamentos giram, mas o peito sossega No meio do redemoinho, o ar fica limpo Tudo em volta rodando, mas eu respiro
REFRÃO
No centro do redemoinho parado As paredes giram, mas o chão não cede O mundo por fora se desmancha E aqui dentro, um espaço cresce
VERSO 2
Luzes distantes borram a paisagem Meu reflexo treme no vidro de um carro passando Encho os pulmões de vento, deixo ferver O vazio que agora ganha forma
PRÉ-REFRÃO
As vozes do passado passam sem tocar O que era peso se dissolve no giro No redemoinho, o tempo vira brisa
REFRÃO
No centro do redemoinho parado As paredes giram, mas o chão não cede O mundo por fora se desmancha E aqui dentro, um espaço cresce
PONTE
De repente, tudo silencia No asfalto úmido, uma folha rodopia Sigo com ela, sem pressa, sem medo Entendo: no turbilhão, posso ser leve
REFRÃO FINAL
Agora sou eu, leve no redemoinho Deixo o vento me refazer O mundo rodando, eu sigo sozinho E em paz, aprendo a viver
FINAL
No topo da escada, sinto o espaço No centro do redemoinho, sou inteiro