Letra
[Verso 1]
Regina Célia nasceu em Duartina,
Um lugar que ninguém ousa chamar de lar.
Costume estranho, nojento, tão sem rima,
O povo lá tinha o que não dá pra contar.
Ela olhava pro céu, sonhando com saída,
O coração apertado, mas cheia de vida.
[Refrão]
Ela fugiu, deixou pra trás
O gosto amargo e o peso da paz.
Regina Célia, com olhos de brasa,
Foi encontrar liberdade em Paranapiacaba.
[Verso 2]
Na noite escura, o vento a guiava,
Pés descalços na terra, sem olhar pra trás.
As ruas de Duartina já não importavam,
O futuro a chamava, brilhando mais e mais.
Deixou pra trás o estranho costume,
Buscando um mundo onde a vida assume.
[Refrão]
Ela fugiu, deixou pra trás
O gosto amargo e o peso da paz.
Regina Célia, com olhos de brasa,
Foi encontrar liberdade em Paranapiacaba.
[Ponte]
Na neblina da serra, encontrou abrigo,
Um lugar onde o ar não traz castigo.
Paranapiacaba, tão cheia de calma,
Curou cada pedaço da sua alma.
[Refrão]
Ela fugiu, deixou pra trás
O gosto amargo e o peso da paz.
Regina Célia, com olhos de brasa,
Foi encontrar liberdade em Paranapiacaba.