Composição
INTRO
Yeah, hum... Quarenta na identidade, vinte no passo O painel piscando azul no escuro do quarto A fumaça sobe fria, o tempo é um traço Quarenta voltas na Terra, e eu ainda desfaço
VERSO 1
Eles dizem que eu mudei, que a conta tá paga Mas eu olho pro espelho e a mesma chama vaga Discar o ano noventa, ver se a rua ainda tá lá Onde a gente se perdia só pra se achar Chave na ignição do que eu nem vivi direito Essa máquina de ferro bate forte no meu peito Aperto o botão verde, o motor faz barulho Deixei a porta aberta pro futuro sem orgulho Só queria ver se o primeiro acorde ainda soa Naquela garagem velha da Zona Leste, à toa Deixei o painel ligado, o relógio no zero O que eu perdi no caminho é o que eu não quero
REFRÃO
Minha máquina do tempo tem o banco de couro rasgado Disca o ano que vem ou revisita o passado Quarenta anos na pista, mas o motor tá ligado Eu não decidi a rota, mas o tempo tá parado Minha máquina do tempo tem o banco de couro rasgado Disca o ano que vem ou revisita o passado Quarenta anos na pista, mas o motor tá ligado
VERSO 2
O led vermelho acende, a noite tá fria Se eu voltar pro começo, o que eu mudaria? Talvez aquele sim que eu disse sem pensar Ou aquela curva errada que me fez parar Mas eu olho pro lado, o banco do carona tá vazio E a estrada lá fora ainda dá um arrepio Não é saudade do que foi, é do que pode ser Aos quarenta eu aprendi a desaprender Eu coloco a marcha ré só pra ver o farol Mas engato a primeira em direção ao sol
FINAL
É, o painel tá aberto... Quem decide o próximo passo sou eu Quarenta anos... e o motor tá ligado. O tempo tá parado. Yeah.